MÃE DE LÉSBICA


ESCOLA PARA FORMAR DRAG QUEEN ?

A amiga Lilia Caramel enviou essa matéria por email.

Li, reli e pensei sobre o assunto.

Falei com Thais hoje e trocamos idéias.

Afinal o processo não deve ser de INCLUSÃO?

O dinheiro público está sendo bem empregado?

Leia e se possivel,deixe seu comentário.

 

SÃO PAULO - A cidade de Campinas, no interior paulista, terá a primeira escola para jovens gays do país. Com recursos do Ministério da Cultura e do governo do estado, a ONG E-Jovem vai abrir a escola em março, com cursos gratuitos de dança, canto, TV-Web e produção de fanzines. Dezenas de adolescentes homossexuais e heterossexuais já fizeram as inscrições para as aulas, que terão 20 alunos por turma. Na grade curricular do ano que vem, já está previsto um curso para formação de drag queens.

- A Parada (Gay) mostrou que os homossexuais existem. Agora, queremos mostrar que eles falam e têm o que dizer - afirma o professor universitário e militante gay Deco Ribeiro, de 38 anos, um dos idealizadores do projeto.

A escola não vai oferecer o ensino regular, mas cursos que promovam a cultura homossexual e fomentem a formação de meios de divulgação, como os fanzines e a TV por internet. O projeto tem financiamento público de R$ 180 mil, a serem gastos em três anos. A proposta de criação da escola foi uma das 300 contempladas no programa do governo para a formação de pontos de cultura.

" A Parada (Gay) mostrou que os homossexuais existem. Agora, queremos mostrar que eles falam e têm o que dizer "


- O importante é valorizar a identidade desses jovens, que precisam de um espaço de cultura e de meios para se expressar. Há muito preconceito, e uma forma de combater isso é valorizando a cultura LGBT - afirma Deco.

Por LGBT entende-se "lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros", mas a escola está aberta também a heterossexuais. Os cursos são gratuitos, e voluntários já se inscreveram como professores não remunerados. Caso do estudante Cristiano Henrique da Silva, de 18 anos, que ensinará canto.

- Tenho sete anos de conservatório musical, participei do coro da Igreja, e quero dar as aulas - conta Cristiano.

O jovem é irmão de Leandro Henrique Ochialini, de 19 anos, bailarino e futuro aluno de dança da escola. Criados em famílias diferentes, os dois agora moram com a mãe, em Campinas, e há apenas dois anos revelaram um ao outro sua orientação sexual.

- Vivíamos disputando a atenção da nossa mãe, brigávamos. Agora, que um sabe do outro, somos os melhores amigos - diz Leandro.

O bailarino conta que sofreu preconceito na escola e até em academias de dança. Para ele, um centro de cursos sobre cultura gay vai ajuda-lo profissionalmente e deixa-lo mais à vontade para assumir sua identidade. Para se ter uma ideia da pressão que o rapaz sente, seu pai, que vive em outro estado, ainda não sabe sobre sua homossexualidade.

- Com a minha mãe está tudo bem, mas falta o meu pai. Agora, quando ele ler a matéria, eu vou poder falar para ele. Assim, a gente esclarece tudo.

Inscrito no curso de TV-Web, o adolescente Fernando F., de 17 anos, está animado com a perspectiva de usar a internet como meio de expressão. Seus pais ficaram sabendo sobre sua homossexualidade quando, pela extensão telefônica, o pegaram conversando com um amigo sobre uma paquera:

- Meu pai entrou no meu quarto e falou muita coisa para mim. Ele acha que eu sou doente e que pode me curar. Ele quer me curar na Igreja evangélica, como se fosse uma doença.

A escola terá aulas para quem quiser ser drag queen dadas por Chesller Moreira, de 27 anos, dirigente da ONG e companheiro de Deco, e que também é a drag, Loren Beauty .

- Me tornei a Loren por causa da militância. Nos eventos, começavam a pedir a Loren porque ela fala muito melhor com os adolescentes. E foi ficando. É a minha outra identidade - explica Chesller.

O jovem, formado em costura e estilismo, lembra que, na adolescência, quando a mãe descobriu que era gay, ela perguntou: "Você não vai se vestir de mulher, não, né?"

- Todos precisam de um tempo para entender. Agora, é minha mãe que me dá as perucas. Quando ela me viu 'montada', disse: 'Nossa, como você está linda!'

A pesquisadora Miriam Abramovay, da Ritla (Rede de Informação Tecnológica LatinoAmericana), especialista em educação, questões de gênero e violência escolar, aprovou a ideia da escola gay.

- É importante que as pessoas que sofrem mais preconceito tenham seus próprios espaços. Não se trata de uma escola formal, mas de um centro de convivência, formação e diálogo - analisou.

http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/01/24/primeira-escola-gays-do-pais-em-campinas-sp

Para dizer a verdade achei a criação desse espaço (escola?)  simplesmente RIDICULA.

Ou a matéria foi mal redigida ou realmente tudo é bem confuso: os objetivos ,a qualificação das pessoas ( o professor de canto entrou aos 11 anos num conservatório e agora aos 18 é professor? )  Será mesmo que tem " dezenas de heterosexuais inscritos nos cursos? Numa  escola informal, criada por e para homosexuais ? Concreto mesmo devem ser os cento e oitenta mil reais!  Walkiria 



Escrito por Walkiria às 12h59
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Menino bichinho, peixe e passarinho !



Escrito por Walkiria às 12h52
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ANO NOVO VIDA NOVA SONHOS NOVOS E ANTIGOS!

O texto que coloco abaixo não foi escrito por mim, mas fala exatamente o que sinto e de alguma maneira realizo.Ele veio na hora certa para lembrar que estou viva e tenho sim, muitos sonhos.Aos sessenta e um ano ainda faço planos e almejo concretizar ações , preciso é correr, arregaçar as mangas e começar.

Há momentos em que a lógica não faz o menor sentido. Sabemos onde nosso coração está nos incitando a seguir, e sabemos que devemos ir.
Seus amigos poderão ficar chocados com sua decisão.
Sua família pode não aprovar seu caminho.
As pessoas que você ama podem não esperar isso de você.
Seu movimento afetará a teia relacional da qual você faz parte. Sua mudança significa a mudança e desconforto dos que estão a sua volta, e poucos aceitam isso facilmente.
Sua condição atual de vida, na zona de conforto em que você está, será a condição ideal para que argumentos de permanência ecoem em sua mente.
Mas você sabe que não pode mais permanecer ali. Sabe que se permanecer, estará insatisfeito e infeliz. Você sabe qual é o seu sonho, e pode desenvolver uma visão cristalina de como ele é.
Os outros vão lhe enxergar de mil formas. Você será julgado pela visão externa e interna, pois seu próprio julgamento será duro. E você terá a visão das pessoas que você ama misturados em seu próprio universo de percepção.
Mas é essa a sua jornada, é pra lá que você está indo.
E há ainda dúvidas, medos?
Claro, são parte da conquista e do salto para as possibilidades infinitas.
Existe um universo de pessoas que esperam seu comportamento adequado a um padrão. Essa expectativa não o incomodaria tanto se você não soubesse o que realmente sonha.
Você sabe o que sonha, pode não saber como vai estar lá e nem exatamente quando, mas sabe qual é seu sonho.
Assim que você realizar seu sonho, virão outros. É bem possível que seu sonho esteja relacionado a uma esfera de sua vida: relacionamento, dinheiro, saúde, realização profissional.
Seja qual for seu sonho, você sabe como e onde deseja estar. Defina o quando, agora mesmo. É assustador definir o quando? Sim. Porque você sabe que precisará agir para realizar, e pode sentir medo de estar agindo errado, ou mesmo medo de não conseguir.
Contudo, ao definir o quando, você vai agir para estar onde deseja, e estará mais perto, mais seguro e mais feliz com os resultados.
Os ruídos e desentendimentos, as dúvidas que você tem em seu estado atual, em comparação com a visão cristalina de seu sonho realizado dão a você a dimensão do quanto é inevitável caminhar em sua jornada.
Aproveite o início do ano e caminhe nessa direção, logo, rápido. O universo gosta de velocidade na direção do que você deseja.
As pessoas que você ama e estão em sua esfera de convívio mais próxima poderão não entender você, ou até mesmo se sentirem atingidas, magoadas ou feridas. Elas sobreviverão e encontrarão seu próprio caminho.
E se você estiver agindo com felicidade, honestidade consigo mesmo e, acima de tudo, amor, você estará transmitindo todos esses sentimentos.
Esteja preparado. Há uma voz que o acusará de egoísmo, covardia, irresponsabilidade ou qualquer atributo negativo. Essa voz é tanto interna como externa.
Saltar na direção de seu sonho não significa nada disso. Significa que você rompeu a bolha das expectativas alheias e caminhou na direção de sua felicidade.
Essa talvez seja a tarefa mais assustadora e empolgante da jornada humana.
E só é assustadora porque nos preocupamos se seremos heróis ou vilões.
A saga do herói é um roteiro que prevê o retorno do herói ao lar.
Faça de um jeito seu, faça diferente das expectativas.
Retorne ao seu lar, o lar verdadeiro.
O lar infinito que existe dentro de você
."

Marcelo Ferrão    (colaboração de Thais )

Sempre começar ou recomeçar.É o ciclo da vida, o ciclo da Natureza que as vezes adormece e retorna linda, colorida com flores e frutos.FELIZ ANO NOVO , FELIZ VIDA NOVA A TODAS E TODOS . AS PORTAS DO MEU CORAÇÃO CONTINUAM ABERTAS ATRAVÉS DESTE ESPAÇO.



Escrito por Walkiria às 12h45
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PARADA LGBTT DE SALVADOR , ALEGRIA E INFORMAÇÃO !

A Parada em Salvador aconteceu no fim de Outubro, para minha alegria e pela primeira vez a Thais estava aqui e se isso não bastasse para tudo ser maravilhoso, Socorro , minha nora, namorada de Thais, tambem veio.No trio eletrico do Diadorim- Grupo de Estudos de Genero e Etnia da UNEB a festa foi total.Em todo o trajeto as palavras de ordem levavam informações e motivavam a multidão a aplaudir e participar da alegria.O tema este ano foram os 30 anos da fundação do GGB _ GRUPO GAY DA BAHIA , um dos primeiros do Brasil, que tem como fundador  o incansável, polêmico e maravilhoso  Luiz Mott. Desde que conheci Luiz soube de seu valor , de sua trabalho initerrupto para tornar visivel a comunidade GLBT da Bahia e do Brasil, de sua luta pelos direitos do homosexuais.É um estudioso , um pesquisador que contribui de forma fundamental para a conquista desses direitos.O mais incrivel é que a Thais veio e não sabia que a Parada ia acontecer , eu não antecipei porque só fiquei sabendo alguns dias antes.Viajei para a Italia e lá fiquei até começo de setembro , tinha nas minhas contas que a Parada já tivesse acontecido . Socorrinho veio de Natal (RN), onde está morando e tudo deu certo. Muitas coisas acontecendo.Tambem pela primeira vez minhas filhas Thais, Thalita e meu neto Tarik vieram passar as festas de fim de ano aqui em Salvador.Amanhã está planejada a ceia com comidinhas gostosas .Françoise e Antonio , amigos queridos e vizinhos tambem estarão conosco. Hoje foi dia de praia .Mar lindo , ondas arrebentando na areia branca , menino correndo,mergulhando e saltitando feito bichinho , meio passarinho , meio peixinho.Meu neto Tarik.



Escrito por Walkiria às 12h32
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"Botox pra alma"

A DIFÍCIL ARTE DE SER MULHER 

 

Frei Betto *

 

Hours  concours  em  Cannes,  um  dos  filmes  de maior sucesso no badalado

festival  francês foi "Ágora", direção de Alejandro Amenabar.

 

A estrela é a inglesa  Rachel Weiz, premiada com o Oscar 2006 de melhor atriz

coadjuvante em "O jardineiro fiel", dirigido por Fernando Meirelles.

 Em "Ágora"  ela  interpreta  Hipácia,  única  mulher  da  Antiguidade a se destacar  como cientista. Astrônoma, física, matemática e filósofa, Hipácia

nasceu  em  370,  em  Alexandria. Foi a última grande cientista de renome a

trabalhar  na  lendária  biblioteca  daquela cidade egípcia. Na Academia de

Atenas  ocupou,  aos 30 anos, a cadeira de Plotino. Escreveu tratados sobre

Euclides  e  Ptolomeu,  desenvolveu  um  mapa  de  corpos  celestes e teria

inventado novos modelos de astrolábio, planisfério e hidrômetro.

Neoplatônica,  Hipácia  defendia  a  liberdade de religião e de pensamento.

Acreditava  que  o  Universo  era  regido por leis matemáticas. Tais ideias

suscitaram  a  ira de fundamentalistas cristãos que, em plena decadência do

Império Romano, lutavam por conquistar a hegemonia cultural.

Em  415,  instigados  por Cirilo, bispo de Alexandria, fanáticos arrastaram

Hipácia  a uma igreja, esfolaram-na com cacos de cerâmica e conchas e, após

assassiná-la,  atiraram  o  corpo  a uma fogueira. Sua morte selou, por mil

anos, a estagnação da matemática ocidental. Cirilo foi canonizado por Roma.

O filme de Amenabar é pertinente nesse momento em que o fanatismo religioso

se  revigora  mundo afora. Contudo, toca também outro tema mais profundo: a

opressão  contra  a  mulher.  Hoje,  ela  se  manifesta  por  recursos  tão

sofisticados  que  chegam  a convencer as próprias mulheres de que esse é o

caminho certo da libertação feminina.

Na  sociedade capitalista, onde o lucro impera acima de todos os valores, o

padrão machista de cultura associa erotismo e mercadoria. A isca é a imagem

estereotipada  da  mulher.  Sua  autoestima  é  deslocada  para o sentir-se

desejada; seu corpo é violentamente modelado segundo padrões consumistas de

beleza; seus atributos físicos se tornam onipresentes.

Onde  há  oferta  de  produtos  -  TV,  internet, outdoor, revista, jornal,

folheto,  cartaz  afixado  em  veículos,  e  o  merchandising  embutido  em

telenovelas  -  o que se vê é uma profusão de seios, nádegas, lábios, coxas

etc.  É  o açougue virtual. Hipácia é castrada em sua inteligência, em seus

talentos  e  valores  subjetivos, e agora dilacerada pelas conveniências do

mercado. É sutilmente esfolada na ânsia de atingir a perfeição.

Segundo  a  ironia  da  Ciranda  da bailarina, de Edu Lobo e Chico Buarque,

"Procurando bem / todo mundo tem pereba / marca de bexiga ou vacina / e tem

piriri,  tem  lombriga,  tem ameba / só a bailarina que não tem". Se tiver,

será  execrada  pelos padrões machistas por ser gorda, velha, sem atributos

físicos que a tornem desejável.

Se  abre  a  boca, deve falar de emoções, nunca de valores; de fantasias, e

não  de  realidade;  da vida privada e não da pública (política). E aceitar

ser  lisonjeiramente  reduzida à irracionalidade analógica: "gata", "vaca",

"avião", "melancia" etc.

Para  evitar  ser  execrada, agora Hipácia deve controlar o peso à custa de

enormes  sacrifícios  (quem  dera  destinasse  aos  famintos o que deixa de

ingerir...),  mudar o vestuário o mais frequentemente possível, submeter-se

à  cirurgia plástica por mera questão de vaidade (e pensar que este ramo da

medicina foi criado para corrigir anomalias físicas e não para dedicar-se a

caprichos estéticos).

Toda  mulher  sabe:  melhor  que ser atraente, é ser amada. Mas o amor é um

valor  anticapitalista. Supõe solidariedade e não competitividade; partilha

e  não  acúmulo;  doação  e  não  possessão.  E o machismo impregnado nessa

cultura voltada ao consumismo teme a alteridade feminina. Melhor fomentar a

mulher-objeto (de consumo).

Na  guerra dos sexos, historicamente é o homem quem dita o lugar da mulher..

Ele  tem  a  posse  dos  bens  (patrimônio);  a  ela cabe o cuidado da casa

(matrimônio).  E,  é  claro,  ela  é  incluída  entre  os  bens...  Vide o tradicional costume de, no casamento, incluir o sobrenome do marido ao nome da mulher.

No  Brasil  colonial,  dizia-se  que  à  mulher  do  senhor de escravos era

permitido  sair  de  casa  apenas  três  vezes: para ser batizada, casada e

enterrada... Ainda hoje, a Hipácia interessada em matemática e filosofia é,

no  mínimo,  uma ameaça aos homens que não querem compartir, e sim dominar.

Eles são repletos de vontades e parcos de inteligência, ainda que cultos

Se  o  atrativo é o que se vê, por que o espanto ao saber que a média atual

de  durabilidade  conjugal no Brasil é de sete anos? Como exigir que homens

se interessem por mulheres que carecem de atributos físicos ou quando estes

são vencidos pela idade?

Pena  que  ainda  não inventaram botox para a alma. E nem cirurgia plástica

para a subjetividade

*Escritor e assessor de movimentos sociais.

Texto de Frei Beto publicado dia 22-06-09 em:

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=39459



Escrito por Walkiria às 00h17
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PARABENS A VOCÊ, NESTA DATA QUERIDA!

Salvador ,3 de Setembro de 2009

FILHA QUERIDA,

 NÃO TENHO MUITO O QUE ESCREVER,  MEU CORAÇÃO TRANSBORDA DE ALEGRIA QUANDO LEMBRO O DIA QUE VOCÊ VEIO AO MUNDO, FOI MUITO LINDO,ERA UM DOMINGO DE SOL, SEU PAI E A IVONE, JUNTOS, COMIGO. EU COMENDO A GALINHA, O MACARRÃO COM MOLHO E A FAROFA DA VÓ AGNESE,MÃE DO SEU PAI, UMA TOALHA NO MEIO DAS PERNAS, QUE JA TINHA ROMPIDO A BOLSA.QUE BARATO! VOCÊ VEIO DECIDIDA E NEM PRECISEI FAZER TANTO ESFORÇO, SAIU FEITO UM QUIABINHO, COMPRIDA E BRANQUINHA, COM ESSES LINDOS E EXPRESSIVOS OLHOS JÁ ATENTOS A TUDO.
APRENDO MUITO COM VC, SEMPRE.
FILHA DECLARO AQUI MEU GRANDE AMOR POR VC.
OBRIGADA! OBRIGADA POR TER ESCOLHIDO NASCER DE MIM.
NÃO SEI QUAIS FORAM OS PLANOS QUE NÓS FIZEMOS NA ESPIRITUALIDADE , MAS TENHO CERTEZA QUE UM DIA DEIXAREI ESTE MUNDO MUITO MAIS FELIZ POR TER PARTILHADO COM VOCÊ MEU TEMPO AQUI NA TERRA.TE AMO. TE AMO.TE AMO.   Com todo carinho de sua mãe  Walkiria  
Obs: tentei ligar do celular mas o telefone do trab.só dá ocupado.Ligo na sua casa mais tarde.Bjs

Hoje é aniversário da Thais.Da linda e amada Thais .



Escrito por Walkiria às 15h13
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Totalitarismo e Intolerância !

De Quem é a Intolerância ?

Leandro Colling - jornalista, professor adjunto do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor (IHAC) Milton Santos, da UFBA, onde coordena o grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS) O artigo publicado em vários jornais, a exemplo da página 3 do jornal A Tarde, no último dia 1º de junho (leia abaixo), com o título Totalitarismo e intolerância, do jornalista e professor Carlos Alberto Di Franco, é recheado de contradições e fruto de um pensamento conservador, disciplinador (no pior sentido), totalitário e intolerante. O autor, para tentar persuadir o leitor, tenta ligar duas questões distintas para reforçar o preconceito contra a comunidade LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros) e, de uma forma mais geral, contra a discussão da sexualidade nas escolas. O texto poderia ser desconstruído de várias maneiras, mas, em função do espaço, vou eleger apenas algumas. Di Franco tenta sustentar o argumento de que estamos vivendo uma onda de intolerância porque discriminados assumem a bandeira da discriminação. Isso porque o governo federal deseja que a temática LGBTT seja incluída nos livros didáticos e que os professores sejam capacitados para combater a homofobia nas escolas. O que é um avanço no combate à intolerância, capaz até de diminuir um alto índice de suicídios entre os jovens, motivados pela homofobia no ambiente escolar, Di Franco chama de ,espasmo de totalitarismo, pois o governo estaria fazendo um proselitismo de uma opção de vida e que a escola, via materiais didáticos, não deveria formatar a cabeça dos brasileiros. Ora, em primeiro lugar, quem deseja formatar (ou manter formatada) a cabeça das pessoas é Di Franco. Pregar o respeito à diversidade sexual não é um proselitismo de opção de vida, mas a defesa do respeito à diferença. E ser LGBTT não é uma opção, pelo menos não no sentido de que é plenamente possível o indivíduo optar por determinada orientação sexual ao seu bel prazer. Todos nós, inclusive os heterossexuais, possuímos uma orientação sexual (que pode ser também uma que transite entre as várias possíveis), adquirida ao longo dos nossos processos de formação de nossas identidades, o que é realizado, em boa medida, de forma inconsciente. A sociedade impõe, exige, apenas uma orientação, ou seja, quer que todos sigam a heterossexualidade, por isso ela mesma também não é uma opção, pois é compulsória. No entanto, centenas de pessoas acabam por não se adequar nessa heteronormatividade e sofrem sérias conseqüências. E é por causa delas que o governo, muito tardiamente, começa a criar políticas públicas para combater o preconceito. Di Franco diz que o governo deve combater os abusos da homofobia, mas não pode impor um modelo de família que não bate com as raízes culturais do Brasil e sequer está em sintonia com o sentir da imensa maioria da população. Eu gostaria de saber o que ele entende por abusos de homofobia. Pode discriminar, desde que não mate ? Esse seria o único abuso a ser combatido? O modelo de família que temos no Brasil e no mundo também é uma imposição, construída por um regime de poder que Di Franco representa muito bem. Regime esse que não consegue conviver com o diferente. Ironicamente, esse regime se revela também como uma construção cultural exatamente nesses momentos, pois o texto de Di Franco mostra como a heteronormatividade precisa ser diariamente reforçada para continuar sendo a norma preponderante, que tenta, a qualquer custo, aniquilar o diferente através da coerção e da manutenção da hierarquia de uma norma sobre os outros. Por fim, ainda é preciso tratar sobre o outro exemplo do texto de Di Franco, a polêmica questão do livro, adotado pelo governo de São Paulo, que conteria palavrões. Não conheço o livro, que realmente pode ser inadequado para a faixa etária proposta. No entanto, até quando a escola continuará sem discutir profundamente a sexualidade? Por mais que o poder conservador e disciplinador tentem o contrário, a sexualidade é tema recorrente nas conversas dos alunos e alunas. Se o professor não fala, os estudantes falam, e muito, e inclusive praticam, cada vez mais cedo e com mais intensidade. Tudo isso sem a devida orientação, tanto para heterossexuais ou não. E assim vemos aumentar o índice de doenças sexualmente transmissíveis entre os adolescentes. Ou Di Franco seria um defensor do sexo somente depois do casamento e apenas com fins procriativos? Não duvidaria nem um pouco dessas possibilidades, dadas as suas filiações ideológicas e religiosas conhecidas (ser membro da Opus Dei, por exemplo), novamente evidenciadas em um dos seus textos.

 

 

Totalitarismo e intolerância

Carlos Alberto Di Franco

 

Dois episódios recentes, em Brasília e São Paulo, desnudam a visão totalitária e a intolerância ideológica que dominam estratégias de longo alcance na formação das novas gerações. Comecemos por Brasília. O governo quer que sejam incluídos nos livros didáticos a temática de famílias compostas por lésbicas, gays, travestis e transexuais. Ainda na área da educação, recomenda cursos de capacitação para evitar a homofobia nas escolas e pesquisas sobre comportamento de professores e alunos em relação ao tema. Essas são algumas das medidas que integram o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), documento firmado por representantes de 18 ministérios do governo Lula. .É um marco na busca da garantia dos direitos e cidadania, afirmou o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, durante o lançamento do plano. Vamos, caro leitor, a São Paulo. A Secretaria Estadual da Educação distribuiu em escolas um livro com conteúdo sexual e palavrões, para ser usado como material de apoio por alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de 9 anos). O livro (Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol ) é recheado com expressões como chupa a rola e chupava ela todinha. São 11 histórias em quadrinhos, feitas por diferentes artistas, que abordam temas relacionados a futebol  algumas usam também a conotação sexual. O governo de São Paulo afirmou que houve falha na escolha, pois o material é inadequado para alunos desta idade. Ótimo. Reconhecer o erro é importante. Mas, aparentemente, o governo entende que o conteúdo seria adequado para alunos de outra faixa etária. Lamentável! É assim que se pretende melhorar a qualidade de ensino? São Paulo que foi capaz de produzir uma USP assiste hoje à demissão do dever de educar. A pedagogia do palavrão e a metodologia da obscenidade estão ocupando o lugar da educação de qualidade. Espero, sinceramente, que o episódio seja pontual e que o governador José Serra, homem de sólida formação acadêmica, e seu secretário da Educação, o ex-ministro Paulo Renato, tomem providências definitivas. Na verdade, amigo leitor, uma onda de intolerância avança sobre a sociedade. Discriminados assumem a bandeira da discriminação. O tema da sexualidade passou a gerar novos dogmas e novos tabus. E os governos, num espasmo de totalitarismo, querem impor à sociedade um modo único de pensar, de ver e de sentir. Uma coisa é o combate à discriminação, urgente e necessário. Outra, totalmente diferente, é o proselitismo de uma opção de vida. Não cabe ao governo, com manuais, cartilhas e material didático, formatar a cabeça dos brasileiros. Tal estratégia tem nome: totalitarismo. O governo deve impedir os abusos da homofobia, mas não pode impor um modelo de família que não bate com as raízes culturais do Brasil e sequer está em sintonia com o sentir da imensa maioria da população. Se tivessem aprovado o Conselho Federal de Jornalismo, uma frustrada tentativa de garrotear a liberdade de imprensa e de expressão, eu, certamente, não publicaria este artigo. Não conseguiram. Felizmente. Escrevo com absoluta liberdade. E outros, que de mim discordem, podem defender seus pontos de vista com a mesma liberdade. A intolerância atual é uma nova ideologia, ou seja, uma cosmo visão , um conjunto global de ideias fechado em si mesmo , que pretende ser a única verdade, racional, a única digna de ser levada em consideração na cultura, na política, na legislação, na educação, etc. Tal como as políticas nascidas das ideologias totalitárias, a atual intolerância execra  sem dar audiência ao adversário nem manter respeito por ele  os pensamentos que divergem dos seus dogmas, e não hesita em mobilizar a inquisição de certos setores, para achincalhar  sem o menor respeito pelo diálogo  as idéias ou posições que se opõem ao seu dogmatismo. Aborrece-me a intolerância dos tolerantes. Incomoda-me o dogmatismo das falanges autoritárias. Respeito a divergência e convivo com o contraditório. Sem problema. Mas não duvido que é na família, na família tradicional, mais do que em qualquer outro quadro de convivência, o lugar onde podem ser cultivados os valores, as virtudes e as competências que constituem o melhor fundamento da educação para a cidadania. 

Universidade Federal da Bahia - http://www.portal.ufba.br

Concordo com as afirmaçõe e questionamentos feitos pelo Prof.Colling. Aliás, em dois mil e quatro, assistindo  e participando de um debate em Salvador lembro de ter ouvido,de um dos componentes da mesa, não me recordo agora se Mott ou Trevisan,que assim como avançam as conquistas pelos direitos dos LGBTT , avançam as estratégias dos que pregam a heterossexualidade como unica manifestação saudável e aceita da sexualidade. Esse texto de Di Franco é prova desse movimento constante e initerrupto que deseja sufocar, denegrir e teorizar uma situação tão natural e simples de ser entendida.

"Todo ser tem o direito de viver sua sexualidade na plenitute. Homens e mulheres podem e devem amar como lhes dá mais prazer e satisfação afetiva" (w.r.) .Excluo aqui, radicalmente, a pedofilia , o abuso sexual e o turismo sexual de crianças e adolescentes.

Se você tem um assunto, matéria ou evento para divulgar envie para:   maedelesbica@hotmail.com  estando dentro dos objetivos desse espaço será publicado.

Beijos a todas e a todos.



Escrito por Walkiria às 12h50
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Mudei um pouco o título do Blog

 Durante todos esses anos de militância  na luta pelos direitos da população LGBTT ouvi centenas de vezes :_Queria ter uma mãe como você! Felizmente sei de muitas mães que, como eu,  defendem suas filhas e filhos , tratando - os  com carinho e respeito.Resolvi ampliar minha maternidade,além das fronteiras da familia.Ontem não foi diferente.Estive com Érico Nascimento na Universidade Federal da Bahia(UFBA)  para uma atividade promovida pelo Centro Acadêmico de História. Temática: Criminalidade contra Homossexuais em Salvador /BA e no Brasil   e Homofobia, Familia e Escola.   Mesmo com a chuva torrencial, os mais de trinta participantes estiveram todo o tempo interagindo com os expositores , através de perguntas e colocações oportunas.Parabens ao C.A de Historia da UFBA.Visite  www.naohomofobia.com.br,   e vote pela aprovação do  PLC122/06.     Uma filha do coração me surpreendeu  revelando ser bisexual.Sinceramente partilhei de sua intimidade e jamais imaginei seu interesse por meninas.Então decidi:Sou mãe de quem quizer me adotar , podem escrever, podem pedir colo.Olha só meu delirio, ter uma casa grande,com muito espaço e minhas filhas e filhos chegando , sentando , tomando café, contando suas histórias, procurando mesmo o aconchego , a casa da mãe. Aliás tenho sentido muita falta de ser mãe.Moro em Salvador e duas de minhas filhas em Campinas/SP e outra em Lazzate(MI) Itália.Sinto saudade de fazer almoço no domingo e preparar os potinhos para levarem com o que sobrou , de estar junto das minhas meninas, e do meu neto tambem.As netas da Italia vou rever no fim de junho quando chego para ficar dois meses.Os planos incluem visitar o amigo Jerônimo em Paris e Paulo Cedraz na Alemanha.Vamos ver o andar da carruagem, leia-se, se o dinheiro der...Tudo está mais dificil, é uma realidade global.Hoje um amigo de Salvador, contou que, na gráfica onde trabalha, as horas extras que tinha em haver foram tiradas em folgas. Antes trabalhava todos os sábados, agora a cada quinze dias.Na Itália a proposta feita a um amigo foi : para não demitir dois funcionários , todos ficariam  uma semana em casa , por mes,sem vencimentos.Concordaram porque a esperança, já diziam meus avós , é a última que morre , e portanto vamos apostar que dias melhores virão.Apesar do exiguo espaço onde moro recebi meu irmão Toninho durante quatro dias,e durante dois dias seu colega de trabalho João.Foram palestrantes no seminário :Turismo Sustentável e Infância .Foi ótimo! Foi tambem uma oportunidade de exercitar essa convivência famiar.No domingo , quando Toninho chegou já estava pronto um cuscuz paulista, mas um senhor cuscuz...Preparado de véspera com tudo de mais gostoso: palmito, vagens,ervilhas frango,sardinhas, ovos cozidos, azeitonas,molho de tomates, muitos temperos e muitas outras coisas.Chamei Françoise, Antonio  e um novo amigo o José Gonçalo , vizinho que veio de Lisboa fazer mestrado em Salvador e não poderia faltar o amigo querido Osvaldo Fernandez, ele é apaixonado pelo cuscuz que faço.Senti o gosto de estar entre pessoas queridas , familia e amigos.Françoise nos brindou com sua voz e violão.Passamos horas conversando , rindo , ouvindo e contando histórias.Tudo isso aguçou a vontade de estar mais perto das meninas e do Tarik.Hoje num lampejo de doidice boa comprei uma passagem e amanhã estarei lá, em Campinas, abraçando meus amores.A crise ? Bom , comprei só de ida, a volta vou pensar quando lá estiver.

 Alguns Informes:

Palestra: Cultura, Gênero e Sexualidade

Dia 29 às 10h no Salão Nobre da Reitoria da UFBA.                       

Realização: Grupo de pesquisa CUS - Cultura e Sexualidade, cuja pesquisa principal, sobre a representação da homossexualidade nas telenovelas da Rede Globo e no teatro baiano, e os seus primeiros resultados já se encontram   disponíveis no site  www.cult.ufba.br/pesq_cult_sexualidade.htm    Palestrantes: Guacira Lopes Louro/UFRGS , Larissa Pelúcio/UNICAMP e Luiz Paulo da Moita Lopes/UFRJ. Entrada gratuita.

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Capacitação para o Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Tráfico para Fins de Exploração Sexual

 

 Data:  27 a 29 de maio de 2009

Local: Biblioteca Pública do Estado da Bahia – Rua General Labatut, 27 – Barris 

 

Objetivos: Formar equipes que atuam diretamente na área do atendimento a crianças e adolescentes, vítimas de violência sexual, principalmente nas modalidades da exploração sexual e do tráfico para este fim.

 

Inscrição pelo disseminacao@institutoalianca.org.br 

 até o dia 25 de maio de 2009 Informação pelo tel. 71 8816 – 4055

 Realização: Instituto Aliança com o Adolescente

 

 

Beijos a todas e a  todos.

 

 



Escrito por Walkiria às 17h41
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TRIBUTO À DONA HAYDÉE E À TODAS AS MÃES DO MUNDO.

Durante muitos anos, no Dia das Mães, eu ligava para o José, meu ex- marido, o cumprimentava e agradecia por me ter feito mãe de três queridas, lindas e abençoadas filhas.Ele sempre ria e falava: _ “É capivara, você não tem jeito mesmo”...

Este ano vou agradecer através de orações.Dia quatro de abril ele passou para outra dimensão, levando consigo tantas histórias e uma vida de intenso trabalho.Estivemos casados durante dez anos e vinte e sete de separação. Valeu José !

Quero falar de minha mãe, Haydée, a quem José chamava carinhosamente de caninana, nome de uma cobra.Os dois sempre se deram muito bem.

 Fotos de sua juventude revelam uma mulher esguia, bem cuidada , cabelos aloirados , sobrancelhas finas e batom nos lábios. Na maturidade , com formas mais cheias, revelava ainda assim sua beleza .Quando estava grávida da Valéria,minha irmã caçula, usava uma saia preta que diminuía o transpasse conforme a barriga crescia.Tinha um par de sapatos bicolores, marrom e bege, lindos.De temperamento impulsivo, às vezes agressivo,não hesitava em atirar objetos quando enraivecida O pau de macarrão rolou escada abaixo perseguindo a Myriam . Minha irmã , com cinco anos, sem perceber, amassara os nhoques cobertos na mesa a espera de irem para a panela e serem cozidos. Da sua história sei que casou por amor, um grande amor que a levou do conforto de uma bela casa na capital paulista para o sertão do Paraná, na cidade de Osso do Porco, hoje chamada de Monte Real. Quando falava no assunto dizia que no tempo dela era “nosso amor e uma cabana”. Estudou no Instituto Profissional Feminino,que preparava as jovens para  serem  boas dona de casa e aprenderem o básico para trabalhar no comércio ou em escritórios .Apesar de ter aprendido,não gostava de costurar sabia porém enxergar uma pense mal feita em um vestido.Desejou ser enfermeira , o pai proibiu, naquela época, enfermeira e telefonista eram profissões de moças mal faladas.Chegou a se matricular  no curso da Cruz Vermelha , foi descoberta e acabaram com sua alegria.Era época da segunda guerra mundial. Teve quatro filhos, Walkiria, Myriam, Toninho e Valéria. Na minha adolescência permitia que levasse amigos e amigas em casa para tocarem violão.Fazia pipoca e ki suco para nós. Sempre achei que ela poderia ter sido mais feliz , menos conformada . Parecia que protelava viver, que deixava no futuro a possibilidade do prazer.

A melhor roupa para ir ao médico, a melhor toalha para quando chegar uma visita, tudo melhor quando puder comprar uma casa. Demorei muito a entender que  ela viveu exatamente a vida que se permitiu .Foi muito triste ver aquela mulher dia após dia, ano após ano ser levada pela doença de Alzheimer. Cozinhava tão bem que na família todos comentavam.Fazia a melhor sopa de feijão branco , a melhor bacalhoada e uma fantástica maionese. Com ela aprendi a fazer a farofa de miúdos de frango que minhas filhas tanto apreciam.Era apaixonada por meu pai e muito ciumenta.Não sei por que, mas detestava o nome Carmem.Dizia que era nome de mulher que não valia nada. Uma de suas grandes alegrias na vida foi ser avó.Quando a Thais nasceu, minha irmã caçula estava com quatorze anos, tinha o Toninho muito jovem , a Myriam ainda solteira e meu pai . Não era possível se dedicar muito à neta querida. Certa vez estava eu nadando na piscina, em Águas de Lindóia,quando um rapaz de costas, pulou sem olhar e me atingiu no rosto, quebrando meu nariz. Foi um deus nos acuda.Para que eu pudesse me restabelecer da cirurgia, a Thais , que na época devia ter  pouco mais de um ano, ficou uma semana, em Campinas, na casa da vovó Haydée.

Tenho muitas lembranças, lindas lembranças, como o dia da minha primeira comunhão.Eu e a Myriam fizemos juntas, era dia oito de dezembro de mil novecentos e cinqüenta e oito,foi um dia de festa.Depois da cerimônia teve comidas e musica em nossa casa. Morávamos em Santos.Minha mãe dançou e riu muito.Estava linda!

Valeu mãe, valeu tudo o que fez por mim!

 

A tia Maria era irmã do meu pai, minha mãe contava que foi a única parenta da família que foi ao casamento, pois trabalhava e morava em São Paulo e que ficou chorando o tempo todo dizendo :_ Coitado do Lindo, coitado do Lindo!

Arlindo era o meu pai.Tia Maria era surda, contam que ficou assim porque lavou a cabeça e saiu no sereno com os cabelos molhados,pegou uma infecção nos ouvidos.Já adulta e casada passei a conviver mais com a família do meu pai .Ela era  um pouco chata, usava aparelho e às vezes era preciso repetir a mesma

coisa várias vezes para que entendesse.

Ninguém lhe dava muita atenção, inclusive eu.Não contavam as novidades, por isso ela vinha e fazia perguntas,muitas perguntas. Tia Maria tinha uns achaques, quando acontecia alguma coisa desagradável, uma discussão por exemplo, punha a mão no peito, fechava os olhos e parecia que ia morrer...

E ela sempre,cuidando da casa, fazendo o café, a comida e chamando todo mundo para a mesa.

Minha homenagem à tia Maria que mesmo surda e tão incompreendida cumpriu rigorosamente, enquanto pode, com sua função de mãe.

Tia Lygia é irmã de minha querida mãe e minha madrinha.Está hoje com mais de oitenta anos.Ajudou a criar duas netas .Teve um filho e uma filha.Mora sozinha e cuida da própria casa.Ficou viúva ainda muito nova ,não casou novamente e sempre se dedicou à família.Faz umas almôndegas imbatíveis.Dela e de sua casa são muitas as lembranças de minha infância.Nós morávamos no bairro do Limão e ela na Casa Verde.Era um sobrado, com uma escada de madeira que levava aos quartos.Embaixo dessa escada ficavam os brinquedos da prima Beth, cada brinquedo lindo, muitas bonecas, panelinhas e jogos. Uma boneca grande que chamava Amiguinha era, para mim, a mais bonita.

Minha homenagem a Tia Lygia , sábia tia Lygia, arquivo vivo de uma família e com tantas histórias ainda para contar.

São tantas as mães que admiro...

Lembro da senhora Sabá , mãe da Socorrinho, namorada da Thais.Estive com ela em duas ocasiões;em Campinas quando veio visitar a filha e em Belém quando fui passar uns dias como sua hóspede e fui recebida com muito carinho.Era o ano de dois mil e três e minha irmã Myriam havia falecido a menos de dois meses.Em Campinas fomos juntas, mais as meninas,passear num pesqueiro, foi bem divertido.Contou que gostava muito da Thais.Jamais falamos sobre o relacionamento de nossas filhas .Não precisava.  Dos onze filhos , nove vingaram e foram criados para serem pessoas de fibra , honestos e trabalhadores.Era amada e respeitada, mãe e mulher. Minha homenagem a velha Sabá .

Tem a Marguerita, sogra da Tatiana , uma segunda mãe para minha filha, a nona atenciosa de minhas netas que lá na distante Itália cuida desses meus tesouros.

Declaro minha solidariedade a todas as mães,particularmente àquelas  que tem seus filhos encarcerados , doentes, desgarrados da familia, mendicantes, infelizes criaturas que sabe-se lá por quais motivos vivem em condições tão tristes.Toda mãe, por mais dura que a vida tenha deixado seus sentimentos, com certeza, em algum momento ergue suas preces solitárias ao Pai, rogando por seu filho.Coragem amiga, não desanime.Fé, Oração e Paciência!

Duas mães jovens quero homenagear: minhas filhas Thalita, mãe do Tarik e Tatiana , mãe de Beatriz e Clara.

É curioso ver essas meninas cuidando das suas crias, trocando fraldas, amamentando, alimentando, dando banho, direcionando o rumo daquelas vidinhas.Mães, mãezinhas, para mim duas meninas e já com tão grandiosa responsabilidade.

Thais,Thalita e Tatiana tenho orgulho de as ter parido e feliz por estar viva e lúcida para ver como vocês estão bem, cada uma no seu rumo ,com asas fortes para realizar  seus vôos,com instrumentos precisos, qual bússola apontando para a melhor direção.Obrigado por terem me escolhido como sua mãe.

 

 

 



Escrito por Walkiria às 05h23
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PELA ADOÇÃO HOMOPARENTAL

“Conseguimos algo que todos achavam que seria impossível”, comemorou Edson Torres, após o juiz da Vara da Infância e da Juventude de Ribeirão Preto, Paulo Cesar Gentile, conceder em janeiro a guarda definitiva de quatro irmãos a ele e a seu companheiro, João Amâncio. O casal está junto há 17 anos e há três tinha a guarda provisória das crianças, que viviam em um abrigo da cidade paulista desde 2003, quando foram abandonadas pelos pais biológicos.Histórias como a dos cabeleireiros Edson e João, que apenas recentemente começaram a se tornar realidade no Brasil, costumam chamar a atenção e causar reações conservadoras. Apresentado em dezembro de 2008 na Câmara dos Deputados, o PL 4508/2008, de autoria do deputado Olavo Calheiros (PMDB/AL), visa justamente a proibir a adoção de crianças por casais homossexuais

 

Na opinião de Maria Berenice Dias, o PL 4508/2008 é, na verdade, uma “artimanha” para tentar arquivar o PL 2285/2007, ao qual foi apensado. Com efeito, no início de março foi solicitada a desapensação do projeto que veda a adoção por homossexuais, mas o pedido foi negado esta semana pela Mesa da Câmara, sob a alegação de que ambas proposições tratam de assuntos conexos

 

 

“Só um se submetia às avaliações e tinha obrigações em relação à criança, quando na realidade ela iria morar com os dois e criaria vínculo afetivo com os dois”, afirma Maria Berenice Dias. “No caso de morte do adotante, a criança tornava-se órfã e no caso de separação do casal, não havia obrigação do pagamento de pensão”.

 

 

Segundo a desembargadora, a jurisprudência deferindo a adoção por homossexuais no Rio Grande do Sul data de 2006 e casos como estes são tratados diariamente nas Varas de Infância e Juventude. Apesar de acreditar que exista um número significativo de adoções homoparentais no estado, Berenice afirma ser impossível quantificá-las, pois nas situações em que a vara habilita a adoção pelo casal e não são impetrados recursos, o processo não chega ao Tribunal de Justiça.

 

 

Frente à reação conservadora do deputado, instituições e pessoas ligadas às Universidades e aos movimentos sociais de defesa dos direitos humanos formularam um abaixo-assinado em repúdio ao Projeto de Lei nº 4508/2008.

 

 

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Escrito por Walkiria às 11h12
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