MÃE DE LÉSBICA, DE HETERO, DE BI, DE GAY ...


Totalitarismo e Intolerância !

De Quem é a Intolerância ?

Leandro Colling - jornalista, professor adjunto do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor (IHAC) Milton Santos, da UFBA, onde coordena o grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS) O artigo publicado em vários jornais, a exemplo da página 3 do jornal A Tarde, no último dia 1º de junho (leia abaixo), com o título Totalitarismo e intolerância, do jornalista e professor Carlos Alberto Di Franco, é recheado de contradições e fruto de um pensamento conservador, disciplinador (no pior sentido), totalitário e intolerante. O autor, para tentar persuadir o leitor, tenta ligar duas questões distintas para reforçar o preconceito contra a comunidade LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros) e, de uma forma mais geral, contra a discussão da sexualidade nas escolas. O texto poderia ser desconstruído de várias maneiras, mas, em função do espaço, vou eleger apenas algumas. Di Franco tenta sustentar o argumento de que estamos vivendo uma onda de intolerância porque discriminados assumem a bandeira da discriminação. Isso porque o governo federal deseja que a temática LGBTT seja incluída nos livros didáticos e que os professores sejam capacitados para combater a homofobia nas escolas. O que é um avanço no combate à intolerância, capaz até de diminuir um alto índice de suicídios entre os jovens, motivados pela homofobia no ambiente escolar, Di Franco chama de ,espasmo de totalitarismo, pois o governo estaria fazendo um proselitismo de uma opção de vida e que a escola, via materiais didáticos, não deveria formatar a cabeça dos brasileiros. Ora, em primeiro lugar, quem deseja formatar (ou manter formatada) a cabeça das pessoas é Di Franco. Pregar o respeito à diversidade sexual não é um proselitismo de opção de vida, mas a defesa do respeito à diferença. E ser LGBTT não é uma opção, pelo menos não no sentido de que é plenamente possível o indivíduo optar por determinada orientação sexual ao seu bel prazer. Todos nós, inclusive os heterossexuais, possuímos uma orientação sexual (que pode ser também uma que transite entre as várias possíveis), adquirida ao longo dos nossos processos de formação de nossas identidades, o que é realizado, em boa medida, de forma inconsciente. A sociedade impõe, exige, apenas uma orientação, ou seja, quer que todos sigam a heterossexualidade, por isso ela mesma também não é uma opção, pois é compulsória. No entanto, centenas de pessoas acabam por não se adequar nessa heteronormatividade e sofrem sérias conseqüências. E é por causa delas que o governo, muito tardiamente, começa a criar políticas públicas para combater o preconceito. Di Franco diz que o governo deve combater os abusos da homofobia, mas não pode impor um modelo de família que não bate com as raízes culturais do Brasil e sequer está em sintonia com o sentir da imensa maioria da população. Eu gostaria de saber o que ele entende por abusos de homofobia. Pode discriminar, desde que não mate ? Esse seria o único abuso a ser combatido? O modelo de família que temos no Brasil e no mundo também é uma imposição, construída por um regime de poder que Di Franco representa muito bem. Regime esse que não consegue conviver com o diferente. Ironicamente, esse regime se revela também como uma construção cultural exatamente nesses momentos, pois o texto de Di Franco mostra como a heteronormatividade precisa ser diariamente reforçada para continuar sendo a norma preponderante, que tenta, a qualquer custo, aniquilar o diferente através da coerção e da manutenção da hierarquia de uma norma sobre os outros. Por fim, ainda é preciso tratar sobre o outro exemplo do texto de Di Franco, a polêmica questão do livro, adotado pelo governo de São Paulo, que conteria palavrões. Não conheço o livro, que realmente pode ser inadequado para a faixa etária proposta. No entanto, até quando a escola continuará sem discutir profundamente a sexualidade? Por mais que o poder conservador e disciplinador tentem o contrário, a sexualidade é tema recorrente nas conversas dos alunos e alunas. Se o professor não fala, os estudantes falam, e muito, e inclusive praticam, cada vez mais cedo e com mais intensidade. Tudo isso sem a devida orientação, tanto para heterossexuais ou não. E assim vemos aumentar o índice de doenças sexualmente transmissíveis entre os adolescentes. Ou Di Franco seria um defensor do sexo somente depois do casamento e apenas com fins procriativos? Não duvidaria nem um pouco dessas possibilidades, dadas as suas filiações ideológicas e religiosas conhecidas (ser membro da Opus Dei, por exemplo), novamente evidenciadas em um dos seus textos.

 

 

Totalitarismo e intolerância

Carlos Alberto Di Franco

 

Dois episódios recentes, em Brasília e São Paulo, desnudam a visão totalitária e a intolerância ideológica que dominam estratégias de longo alcance na formação das novas gerações. Comecemos por Brasília. O governo quer que sejam incluídos nos livros didáticos a temática de famílias compostas por lésbicas, gays, travestis e transexuais. Ainda na área da educação, recomenda cursos de capacitação para evitar a homofobia nas escolas e pesquisas sobre comportamento de professores e alunos em relação ao tema. Essas são algumas das medidas que integram o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), documento firmado por representantes de 18 ministérios do governo Lula. .É um marco na busca da garantia dos direitos e cidadania, afirmou o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, durante o lançamento do plano. Vamos, caro leitor, a São Paulo. A Secretaria Estadual da Educação distribuiu em escolas um livro com conteúdo sexual e palavrões, para ser usado como material de apoio por alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de 9 anos). O livro (Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol ) é recheado com expressões como chupa a rola e chupava ela todinha. São 11 histórias em quadrinhos, feitas por diferentes artistas, que abordam temas relacionados a futebol  algumas usam também a conotação sexual. O governo de São Paulo afirmou que houve falha na escolha, pois o material é inadequado para alunos desta idade. Ótimo. Reconhecer o erro é importante. Mas, aparentemente, o governo entende que o conteúdo seria adequado para alunos de outra faixa etária. Lamentável! É assim que se pretende melhorar a qualidade de ensino? São Paulo que foi capaz de produzir uma USP assiste hoje à demissão do dever de educar. A pedagogia do palavrão e a metodologia da obscenidade estão ocupando o lugar da educação de qualidade. Espero, sinceramente, que o episódio seja pontual e que o governador José Serra, homem de sólida formação acadêmica, e seu secretário da Educação, o ex-ministro Paulo Renato, tomem providências definitivas. Na verdade, amigo leitor, uma onda de intolerância avança sobre a sociedade. Discriminados assumem a bandeira da discriminação. O tema da sexualidade passou a gerar novos dogmas e novos tabus. E os governos, num espasmo de totalitarismo, querem impor à sociedade um modo único de pensar, de ver e de sentir. Uma coisa é o combate à discriminação, urgente e necessário. Outra, totalmente diferente, é o proselitismo de uma opção de vida. Não cabe ao governo, com manuais, cartilhas e material didático, formatar a cabeça dos brasileiros. Tal estratégia tem nome: totalitarismo. O governo deve impedir os abusos da homofobia, mas não pode impor um modelo de família que não bate com as raízes culturais do Brasil e sequer está em sintonia com o sentir da imensa maioria da população. Se tivessem aprovado o Conselho Federal de Jornalismo, uma frustrada tentativa de garrotear a liberdade de imprensa e de expressão, eu, certamente, não publicaria este artigo. Não conseguiram. Felizmente. Escrevo com absoluta liberdade. E outros, que de mim discordem, podem defender seus pontos de vista com a mesma liberdade. A intolerância atual é uma nova ideologia, ou seja, uma cosmo visão , um conjunto global de ideias fechado em si mesmo , que pretende ser a única verdade, racional, a única digna de ser levada em consideração na cultura, na política, na legislação, na educação, etc. Tal como as políticas nascidas das ideologias totalitárias, a atual intolerância execra  sem dar audiência ao adversário nem manter respeito por ele  os pensamentos que divergem dos seus dogmas, e não hesita em mobilizar a inquisição de certos setores, para achincalhar  sem o menor respeito pelo diálogo  as idéias ou posições que se opõem ao seu dogmatismo. Aborrece-me a intolerância dos tolerantes. Incomoda-me o dogmatismo das falanges autoritárias. Respeito a divergência e convivo com o contraditório. Sem problema. Mas não duvido que é na família, na família tradicional, mais do que em qualquer outro quadro de convivência, o lugar onde podem ser cultivados os valores, as virtudes e as competências que constituem o melhor fundamento da educação para a cidadania. 

Universidade Federal da Bahia - http://www.portal.ufba.br

Concordo com as afirmaçõe e questionamentos feitos pelo Prof.Colling. Aliás, em dois mil e quatro, assistindo  e participando de um debate em Salvador lembro de ter ouvido,de um dos componentes da mesa, não me recordo agora se Mott ou Trevisan,que assim como avançam as conquistas pelos direitos dos LGBTT , avançam as estratégias dos que pregam a heterossexualidade como unica manifestação saudável e aceita da sexualidade. Esse texto de Di Franco é prova desse movimento constante e initerrupto que deseja sufocar, denegrir e teorizar uma situação tão natural e simples de ser entendida.

"Todo ser tem o direito de viver sua sexualidade na plenitute. Homens e mulheres podem e devem amar como lhes dá mais prazer e satisfação afetiva" (w.r.) .Excluo aqui, radicalmente, a pedofilia , o abuso sexual e o turismo sexual de crianças e adolescentes.

Se você tem um assunto, matéria ou evento para divulgar envie para:   maedelesbica@hotmail.com  estando dentro dos objetivos desse espaço será publicado.

Beijos a todas e a todos.



Escrito por Walkiria às 12h50
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Mudei um pouco o título do Blog

 Durante todos esses anos de militância  na luta pelos direitos da população LGBTT ouvi centenas de vezes :_Queria ter uma mãe como você! Felizmente sei de muitas mães que, como eu,  defendem suas filhas e filhos , tratando - os  com carinho e respeito.Resolvi ampliar minha maternidade,além das fronteiras da familia.Ontem não foi diferente.Estive com Érico Nascimento na Universidade Federal da Bahia(UFBA)  para uma atividade promovida pelo Centro Acadêmico de História. Temática: Criminalidade contra Homossexuais em Salvador /BA e no Brasil   e Homofobia, Familia e Escola.   Mesmo com a chuva torrencial, os mais de trinta participantes estiveram todo o tempo interagindo com os expositores , através de perguntas e colocações oportunas.Parabens ao C.A de Historia da UFBA.Visite  www.naohomofobia.com.br,   e vote pela aprovação do  PLC122/06.     Uma filha do coração me surpreendeu  revelando ser bisexual.Sinceramente partilhei de sua intimidade e jamais imaginei seu interesse por meninas.Então decidi:Sou mãe de quem quizer me adotar , podem escrever, podem pedir colo.Olha só meu delirio, ter uma casa grande,com muito espaço e minhas filhas e filhos chegando , sentando , tomando café, contando suas histórias, procurando mesmo o aconchego , a casa da mãe. Aliás tenho sentido muita falta de ser mãe.Moro em Salvador e duas de minhas filhas em Campinas/SP e outra em Lazzate(MI) Itália.Sinto saudade de fazer almoço no domingo e preparar os potinhos para levarem com o que sobrou , de estar junto das minhas meninas, e do meu neto tambem.As netas da Italia vou rever no fim de junho quando chego para ficar dois meses.Os planos incluem visitar o amigo Jerônimo em Paris e Paulo Cedraz na Alemanha.Vamos ver o andar da carruagem, leia-se, se o dinheiro der...Tudo está mais dificil, é uma realidade global.Hoje um amigo de Salvador, contou que, na gráfica onde trabalha, as horas extras que tinha em haver foram tiradas em folgas. Antes trabalhava todos os sábados, agora a cada quinze dias.Na Itália a proposta feita a um amigo foi : para não demitir dois funcionários , todos ficariam  uma semana em casa , por mes,sem vencimentos.Concordaram porque a esperança, já diziam meus avós , é a última que morre , e portanto vamos apostar que dias melhores virão.Apesar do exiguo espaço onde moro recebi meu irmão Toninho durante quatro dias,e durante dois dias seu colega de trabalho João.Foram palestrantes no seminário :Turismo Sustentável e Infância .Foi ótimo! Foi tambem uma oportunidade de exercitar essa convivência famiar.No domingo , quando Toninho chegou já estava pronto um cuscuz paulista, mas um senhor cuscuz...Preparado de véspera com tudo de mais gostoso: palmito, vagens,ervilhas frango,sardinhas, ovos cozidos, azeitonas,molho de tomates, muitos temperos e muitas outras coisas.Chamei Françoise, Antonio  e um novo amigo o José Gonçalo , vizinho que veio de Lisboa fazer mestrado em Salvador e não poderia faltar o amigo querido Osvaldo Fernandez, ele é apaixonado pelo cuscuz que faço.Senti o gosto de estar entre pessoas queridas , familia e amigos.Françoise nos brindou com sua voz e violão.Passamos horas conversando , rindo , ouvindo e contando histórias.Tudo isso aguçou a vontade de estar mais perto das meninas e do Tarik.Hoje num lampejo de doidice boa comprei uma passagem e amanhã estarei lá, em Campinas, abraçando meus amores.A crise ? Bom , comprei só de ida, a volta vou pensar quando lá estiver.

 Alguns Informes:

Palestra: Cultura, Gênero e Sexualidade

Dia 29 às 10h no Salão Nobre da Reitoria da UFBA.                       

Realização: Grupo de pesquisa CUS - Cultura e Sexualidade, cuja pesquisa principal, sobre a representação da homossexualidade nas telenovelas da Rede Globo e no teatro baiano, e os seus primeiros resultados já se encontram   disponíveis no site  www.cult.ufba.br/pesq_cult_sexualidade.htm    Palestrantes: Guacira Lopes Louro/UFRGS , Larissa Pelúcio/UNICAMP e Luiz Paulo da Moita Lopes/UFRJ. Entrada gratuita.

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Capacitação para o Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Tráfico para Fins de Exploração Sexual

 

 Data:  27 a 29 de maio de 2009

Local: Biblioteca Pública do Estado da Bahia – Rua General Labatut, 27 – Barris 

 

Objetivos: Formar equipes que atuam diretamente na área do atendimento a crianças e adolescentes, vítimas de violência sexual, principalmente nas modalidades da exploração sexual e do tráfico para este fim.

 

Inscrição pelo disseminacao@institutoalianca.org.br 

 até o dia 25 de maio de 2009 Informação pelo tel. 71 8816 – 4055

 Realização: Instituto Aliança com o Adolescente

 

 

Beijos a todas e a  todos.

 

 



Escrito por Walkiria às 17h41
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TRIBUTO À DONA HAYDÉE E À TODAS AS MÃES DO MUNDO.

Durante muitos anos, no Dia das Mães, eu ligava para o José, meu ex- marido, o cumprimentava e agradecia por me ter feito mãe de três queridas, lindas e abençoadas filhas.Ele sempre ria e falava: _ “É capivara, você não tem jeito mesmo”...

Este ano vou agradecer através de orações.Dia quatro de abril ele passou para outra dimensão, levando consigo tantas histórias e uma vida de intenso trabalho.Estivemos casados durante dez anos e vinte e sete de separação. Valeu José !

Quero falar de minha mãe, Haydée, a quem José chamava carinhosamente de caninana, nome de uma cobra.Os dois sempre se deram muito bem.

 Fotos de sua juventude revelam uma mulher esguia, bem cuidada , cabelos aloirados , sobrancelhas finas e batom nos lábios. Na maturidade , com formas mais cheias, revelava ainda assim sua beleza .Quando estava grávida da Valéria,minha irmã caçula, usava uma saia preta que diminuía o transpasse conforme a barriga crescia.Tinha um par de sapatos bicolores, marrom e bege, lindos.De temperamento impulsivo, às vezes agressivo,não hesitava em atirar objetos quando enraivecida O pau de macarrão rolou escada abaixo perseguindo a Myriam . Minha irmã , com cinco anos, sem perceber, amassara os nhoques cobertos na mesa a espera de irem para a panela e serem cozidos. Da sua história sei que casou por amor, um grande amor que a levou do conforto de uma bela casa na capital paulista para o sertão do Paraná, na cidade de Osso do Porco, hoje chamada de Monte Real. Quando falava no assunto dizia que no tempo dela era “nosso amor e uma cabana”. Estudou no Instituto Profissional Feminino,que preparava as jovens para  serem  boas dona de casa e aprenderem o básico para trabalhar no comércio ou em escritórios .Apesar de ter aprendido,não gostava de costurar sabia porém enxergar uma pense mal feita em um vestido.Desejou ser enfermeira , o pai proibiu, naquela época, enfermeira e telefonista eram profissões de moças mal faladas.Chegou a se matricular  no curso da Cruz Vermelha , foi descoberta e acabaram com sua alegria.Era época da segunda guerra mundial. Teve quatro filhos, Walkiria, Myriam, Toninho e Valéria. Na minha adolescência permitia que levasse amigos e amigas em casa para tocarem violão.Fazia pipoca e ki suco para nós. Sempre achei que ela poderia ter sido mais feliz , menos conformada . Parecia que protelava viver, que deixava no futuro a possibilidade do prazer.

A melhor roupa para ir ao médico, a melhor toalha para quando chegar uma visita, tudo melhor quando puder comprar uma casa. Demorei muito a entender que  ela viveu exatamente a vida que se permitiu .Foi muito triste ver aquela mulher dia após dia, ano após ano ser levada pela doença de Alzheimer. Cozinhava tão bem que na família todos comentavam.Fazia a melhor sopa de feijão branco , a melhor bacalhoada e uma fantástica maionese. Com ela aprendi a fazer a farofa de miúdos de frango que minhas filhas tanto apreciam.Era apaixonada por meu pai e muito ciumenta.Não sei por que, mas detestava o nome Carmem.Dizia que era nome de mulher que não valia nada. Uma de suas grandes alegrias na vida foi ser avó.Quando a Thais nasceu, minha irmã caçula estava com quatorze anos, tinha o Toninho muito jovem , a Myriam ainda solteira e meu pai . Não era possível se dedicar muito à neta querida. Certa vez estava eu nadando na piscina, em Águas de Lindóia,quando um rapaz de costas, pulou sem olhar e me atingiu no rosto, quebrando meu nariz. Foi um deus nos acuda.Para que eu pudesse me restabelecer da cirurgia, a Thais , que na época devia ter  pouco mais de um ano, ficou uma semana, em Campinas, na casa da vovó Haydée.

Tenho muitas lembranças, lindas lembranças, como o dia da minha primeira comunhão.Eu e a Myriam fizemos juntas, era dia oito de dezembro de mil novecentos e cinqüenta e oito,foi um dia de festa.Depois da cerimônia teve comidas e musica em nossa casa. Morávamos em Santos.Minha mãe dançou e riu muito.Estava linda!

Valeu mãe, valeu tudo o que fez por mim!

 

A tia Maria era irmã do meu pai, minha mãe contava que foi a única parenta da família que foi ao casamento, pois trabalhava e morava em São Paulo e que ficou chorando o tempo todo dizendo :_ Coitado do Lindo, coitado do Lindo!

Arlindo era o meu pai.Tia Maria era surda, contam que ficou assim porque lavou a cabeça e saiu no sereno com os cabelos molhados,pegou uma infecção nos ouvidos.Já adulta e casada passei a conviver mais com a família do meu pai .Ela era  um pouco chata, usava aparelho e às vezes era preciso repetir a mesma

coisa várias vezes para que entendesse.

Ninguém lhe dava muita atenção, inclusive eu.Não contavam as novidades, por isso ela vinha e fazia perguntas,muitas perguntas. Tia Maria tinha uns achaques, quando acontecia alguma coisa desagradável, uma discussão por exemplo, punha a mão no peito, fechava os olhos e parecia que ia morrer...

E ela sempre,cuidando da casa, fazendo o café, a comida e chamando todo mundo para a mesa.

Minha homenagem à tia Maria que mesmo surda e tão incompreendida cumpriu rigorosamente, enquanto pode, com sua função de mãe.

Tia Lygia é irmã de minha querida mãe e minha madrinha.Está hoje com mais de oitenta anos.Ajudou a criar duas netas .Teve um filho e uma filha.Mora sozinha e cuida da própria casa.Ficou viúva ainda muito nova ,não casou novamente e sempre se dedicou à família.Faz umas almôndegas imbatíveis.Dela e de sua casa são muitas as lembranças de minha infância.Nós morávamos no bairro do Limão e ela na Casa Verde.Era um sobrado, com uma escada de madeira que levava aos quartos.Embaixo dessa escada ficavam os brinquedos da prima Beth, cada brinquedo lindo, muitas bonecas, panelinhas e jogos. Uma boneca grande que chamava Amiguinha era, para mim, a mais bonita.

Minha homenagem a Tia Lygia , sábia tia Lygia, arquivo vivo de uma família e com tantas histórias ainda para contar.

São tantas as mães que admiro...

Lembro da senhora Sabá , mãe da Socorrinho, namorada da Thais.Estive com ela em duas ocasiões;em Campinas quando veio visitar a filha e em Belém quando fui passar uns dias como sua hóspede e fui recebida com muito carinho.Era o ano de dois mil e três e minha irmã Myriam havia falecido a menos de dois meses.Em Campinas fomos juntas, mais as meninas,passear num pesqueiro, foi bem divertido.Contou que gostava muito da Thais.Jamais falamos sobre o relacionamento de nossas filhas .Não precisava.  Dos onze filhos , nove vingaram e foram criados para serem pessoas de fibra , honestos e trabalhadores.Era amada e respeitada, mãe e mulher. Minha homenagem a velha Sabá .

Tem a Marguerita, sogra da Tatiana , uma segunda mãe para minha filha, a nona atenciosa de minhas netas que lá na distante Itália cuida desses meus tesouros.

Declaro minha solidariedade a todas as mães,particularmente àquelas  que tem seus filhos encarcerados , doentes, desgarrados da familia, mendicantes, infelizes criaturas que sabe-se lá por quais motivos vivem em condições tão tristes.Toda mãe, por mais dura que a vida tenha deixado seus sentimentos, com certeza, em algum momento ergue suas preces solitárias ao Pai, rogando por seu filho.Coragem amiga, não desanime.Fé, Oração e Paciência!

Duas mães jovens quero homenagear: minhas filhas Thalita, mãe do Tarik e Tatiana , mãe de Beatriz e Clara.

É curioso ver essas meninas cuidando das suas crias, trocando fraldas, amamentando, alimentando, dando banho, direcionando o rumo daquelas vidinhas.Mães, mãezinhas, para mim duas meninas e já com tão grandiosa responsabilidade.

Thais,Thalita e Tatiana tenho orgulho de as ter parido e feliz por estar viva e lúcida para ver como vocês estão bem, cada uma no seu rumo ,com asas fortes para realizar  seus vôos,com instrumentos precisos, qual bússola apontando para a melhor direção.Obrigado por terem me escolhido como sua mãe.

 

 

 



Escrito por Walkiria às 05h23
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PELA ADOÇÃO HOMOPARENTAL

“Conseguimos algo que todos achavam que seria impossível”, comemorou Edson Torres, após o juiz da Vara da Infância e da Juventude de Ribeirão Preto, Paulo Cesar Gentile, conceder em janeiro a guarda definitiva de quatro irmãos a ele e a seu companheiro, João Amâncio. O casal está junto há 17 anos e há três tinha a guarda provisória das crianças, que viviam em um abrigo da cidade paulista desde 2003, quando foram abandonadas pelos pais biológicos.Histórias como a dos cabeleireiros Edson e João, que apenas recentemente começaram a se tornar realidade no Brasil, costumam chamar a atenção e causar reações conservadoras. Apresentado em dezembro de 2008 na Câmara dos Deputados, o PL 4508/2008, de autoria do deputado Olavo Calheiros (PMDB/AL), visa justamente a proibir a adoção de crianças por casais homossexuais

 

Na opinião de Maria Berenice Dias, o PL 4508/2008 é, na verdade, uma “artimanha” para tentar arquivar o PL 2285/2007, ao qual foi apensado. Com efeito, no início de março foi solicitada a desapensação do projeto que veda a adoção por homossexuais, mas o pedido foi negado esta semana pela Mesa da Câmara, sob a alegação de que ambas proposições tratam de assuntos conexos

 

 

“Só um se submetia às avaliações e tinha obrigações em relação à criança, quando na realidade ela iria morar com os dois e criaria vínculo afetivo com os dois”, afirma Maria Berenice Dias. “No caso de morte do adotante, a criança tornava-se órfã e no caso de separação do casal, não havia obrigação do pagamento de pensão”.

 

 

Segundo a desembargadora, a jurisprudência deferindo a adoção por homossexuais no Rio Grande do Sul data de 2006 e casos como estes são tratados diariamente nas Varas de Infância e Juventude. Apesar de acreditar que exista um número significativo de adoções homoparentais no estado, Berenice afirma ser impossível quantificá-las, pois nas situações em que a vara habilita a adoção pelo casal e não são impetrados recursos, o processo não chega ao Tribunal de Justiça.

 

 

Frente à reação conservadora do deputado, instituições e pessoas ligadas às Universidades e aos movimentos sociais de defesa dos direitos humanos formularam um abaixo-assinado em repúdio ao Projeto de Lei nº 4508/2008.

 

 

Clique aqui para assinar.



Escrito por Walkiria às 11h12
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Seminário Mulheres na Ciência


O Núcleo de Gênero e Sexualidade (Nugsex Diadorim) e o Sistema de Bibliotecas (Sisb) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) promovem o seminário Mulheres na Ciência.

A iniciativa vai desenvolver atividades sobre temas relacionados à mulher, como questões de gênero, raça e diversidade sexual, contribuindo para os currículos dos cursos de graduação oferecidos pela universidade.

Na programação do seminário, que é gratuito, estão atividades em Salvador (dia 18) e Conceição do Coité (20 e 21).

Os interessados em participar não precisam efetuar inscrição, basta apenas comparecer em um dos dias e locais onde o evento será realizado.

Mais informações no site www.uneb.br.



Escrito por Walkiria às 13h41
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O Sol lindo e radiante do nordeste do Brasil

 

Ontem liguei rapidamente para a filha caçula,Tatiana.Mora na Itália tem uma filha de três anos, Beatriz, e em dezembro trouxe ao mundo a Clara, lindinha, gostosinha e fofinha .Sua voz era tranqüila, perguntei se aquela era uma boa hora para ligar e ela disse que sim.Conheço o estado de animo das minhas filhas pela voz. Reconheço rapidamente a voz das pessoas ao telefone.Deve ser a experiência como telefonista no Instituto de Psiquiatria “Américo Bairral ” em Itapira/SP.Meu primeiro trabalho com carteira assinada.Voltando à conversa com Tatiana:

_ “Mãe, está um sol lindo lá fora”.

Falou cheia de alegria, dando a notícia alvissareira.Passou algumas informações sobre a data de sua chegada ao Brasil, em abril próximo e desligamos.Olhei pela janela e vi o dia iluminado por um Sol radiante.Estou tão acostumada a ele que esqueço os dias gelados e cinzentos do inverno europeu. Quando acostumamos com algo nos esquecemos de sua importância.Seja uma coisa boa ou não. Esse pensamento me levou a refletir sobre um sentimento aninhado em meu coração desde o dia que tirei o coraçãozinho do peito.Tenho um relacionamento carinhoso com minha filha Thais e sua namorada.Muitas amigas e amigos queridos são gays e lésbicas.É tão natural essa convivência que a militância começou a parecer uma coisa fora de esquadro. Afinal, as pessoas com quem convivo trabalham, são bem sucedidas e vão lutando na vida como qualquer outra. A orientação sexual não tem peso , não custa, não machuca.Pelo menos é o que parece.Vivemos num circulo de pessoas, saímos juntos,vamos ao cinema,restaurantes,pedimos pizzas e entre conversas , um bom vinho e risadas seguimos nosso curso na vida.Essa inquietação ficou acentuada durante a sessão do filme Harvey Milk que assisti no domingo. A história se passa na década de setenta.Filme comovente, terno,denso e instigante.Os beijos são tão gostosos, dados com tanto carinho que revelam, alem do tesão, o amor que existe. Tantos anos depois e a homofobia ainda reina , às vezes veladamente , outras de forma brutal. Tomo um copo d’agua, outra olhada para a Bahia de Todos os Santos  e passo um email para o amigo Osvaldo Fernandez :_ Quando é a próxima reunião do Diadorim?

Afinal, foi só um descanso não um abandono da luta.

Abaixo a Homofobia!

Viva o direito a desigualdade!



Escrito por Walkiria às 12h35
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A história de Harvey Milk é filme !

Mil coisas acontecendo, a sensação de que tenho tanto ainda por fazer traz desconforto. Então cai a ficha: não dá para fazer tudo que se tem vontade. É preciso separar o que é meu e o que é dos outros Porque sempre, ou quase sempre, que o assunto é dinheiro, na família, cria um mal estar? Durante muito tempo eu  e meu irmão nos sentíamos responsáveis pela vida de  uma pessoa muito querida, nós ajudávamos de  todas as formas que eram possíveis (materialmente falando), haviam crianças pequenas na  história e sempre que existem crianças penso que é nosso  dever cuidar para que estudem, se alimentem e  cresçam em condições de seguirem um caminho digno. Depois, se tiverem recebido orientação na formação de seu caráter, vão caminhar com passos firmes rumo ao que almejam.O tempo passa, outras crianças chegam e as histórias parecem reprises....

Doenças na família é outra coisa que abala. Deus meu! Como abala! No mundo espiritual, nada é impossível, estou orando todos os dias pela cura de uma pessoa amada.

Deus cria caminho, onde não existia caminho!

Nem só de angústias vive esta mãe, (aliás as angústias sempre são bem-vindas pois me fazem refletir e repaginar minha vida), tomei algumas decisões temporárias. Uma delas, não estou mais usando o coraçãozinho no dia a dia. São decisões temporárias porque acredito que tudo é dinâmico e posso mudar de idéia a qualquer momento, sem culpas, preferencialmente sem sofrer e fazer sofrer outras pessoas. Explico: Um dia estava colocando o coraçãozinho para sair com a Thais e ela disse:_ Ah não, você não vai com isso !

Na hora fiquei um pouco chocada  e ela continuou: _ Não preciso me expor assim, essa é a sua praia  , não a minha! Já havia acontecido algo parecido em Salvador. Certa vez,quando eu estava com uma amiga lésbica, ela pediu para eu tirar o coração e eu tirei. Dias depois comuniquei que, se ela ou qualquer outra pessoa quisesse a minha companhia ia ser com o coraçãozinho no peito. Usei meu coraçãozinho durante uns oito anos e mais direto nos últimos cinco anos, quando fui morar em Salvador.Agora era diferente, era minha filha, aquela que motivou a criação, confecção e uso daquele objeto, ou adereço  , que pedia para retirar...Pensando bem se ela acha melhor assim devo atender , tirei , guardei numa caixinha junto com os outros. Sempre trago vários pois não me imaginava sem, e eles se perdem. Decidi que vou usar quando participar de eventos com a temática LGBT.Durante muito tempo ele(o coraçãozinho) passou a fazer parte da minha identidade e não é simples, descartá-lo.

Encerra-se  assim uma etapa da trajetória de Mãe de Lésbica. O maravilhoso é que minha convivência com a Thais cada dia está mais harmoniosa. Sempre que um problema aparece falamos e resolvemos. Às vezes eu, às vezes ela, temos que admitir ter ultrapassado  limites. Acho que ela me explora um pouco no quesito mãe que limpa e faz comida, mas, brincadeirinhas à parte, eu só faço quando quero... Hoje quando ela saiu bem cedinho eu falei: _ Ainda bem que não tem louça na pia (quase sempre tem) e ela _ Mas se você procurar tem muitas coisas para fazer! Pode uma coisa dessas? Amanhã vou para Praia Grande, litoral sul do estado de São Paulo, é que na segunda-feira, dia dois de fevereiro é dia dela, a Rainha do Mar, Iemanjá. Como estou distante da minha querida Salvador, vou à praia mais acessível.Fiz reserva no hotel  e quando estava certa que estaria só nessa viagem ...uma boa noticia! Uma querida amiga conta que entra de férias hoje e pode ir comigo.Vai ser muito melhor;companhia de alguém que amo e menos despesas. No período que estive ausente deste espaço, aconteceram coisas boas e piores (que considero ensinamentos).

Assisti ao espetáculo com Paula Lima no SESC Campinas. Ótimo, adorei! Fui sozinha e assim mesmo me diverti e dancei. E daí? Antes só do que mal acompanhada, não é mesmo? Fim de semana passado estive na casa de uma querida amiga em Jundiaí. Ela e sua filha foram generosas em me receber. Almoço com salmão e uma salada deliciosa de bifun (macarrão de arroz).Quem quiser a receita da salada , posso passar.Fomos ao cinema assistir “O curioso caso de Benjamim Butto” , fiquei vidrada do começo ao fim, recomendo. Hoje falei com a Tati , todos estão bem.Ela conta que a Clara é tranquila, está com o peso e o crescimento dentro da normalidade.Engorda um pouco menos do que as tabelas porque estas, são feitas a partir do aleitamento com leite em pó, quando o aleitamento é materno as crianças engordam menos, com muita saúde. Não digo que todos os dias aprendemos  coisas novas? E no próximo dia seis de fevereiro tem estréia , tambem não quero perder.

“Milk” é escolhido melhor filme pela crítica de NY

da Reuters

da Folha Online

O longa metragem “Milk” foi eleito o melhor filme de 2008 pelo Círculo de Críticos de Cinema de Nova York. O filme conta a história de Harvey Milk, um ativista gay assassinado. O prêmio, considerado o terceiro maior da temporada do Oscar, pode ajudar o marketing do filme, já que o longa chamou a atenção antes da premiação do Oscar, marcada para fevereiro. Dirigido por Gus Van Sant, “Milk” é protagonizado pelo ator Sean Penn. A estréia de “Milk” no Brasil está prevista para o dia 6 de fevereiro de 2009. Em vida, Harvey Milk foi um pioneiro dos direitos homossexuais nos Estados Unidos. Trinta anos depois de sua morte, ele se tornou um mártir do movimento As homenagens acontecem em um momento delicado para a comunidade homossexual da Califórnia, particularmente de São Francisco, cidade de Milk, abalada pela aprovação popular a uma proposta, submetida a referendo em 4 de novembro, para incluir uma emenda na Constituição estadual com o objetivo de proibir os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o que havia sido autorizado pela Suprema Corte local em maio. Milk contribuiu para impedir a aprovação de uma proposta que pretendia impedir o trabalho de professores gays. Também foi membro do Conselho de Supervisores da cidade de São Francisco, que assessora a prefeitura, até sua morte em 27 de novembro de 1978. (colaboração Marcelo de Troi)

 

Em tempo: A Thais está namorando a Socorro, estão felizes, se falam praticamente todos os dias e a Socorro vem para Campinas passar o carnaval. A entrada de ano a Thais foi para Natal e juntas foram para a Paraíba(praia de Lucena) comemorar entre amigos.Centenas de fotos mostram como estão felizes.E por fala em namoro, já contei que estou sozinha, sem namorado ? Assunto quem sabe para o próximo texto.

Ainda tem muita coisa para contar mas vou preparar uma comidinha bem gostosa para minha filhotinha.

Beijos e até breve .

 

 



Escrito por Walkiria às 16h27
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QUE VENHA 2009, ADEUS 2008!!!

NÃO DÁ PARA TERMIONAR O ANO SEM DEIXAR UMA MENSAGEM.

TUDO BEM, SEI QUE ESTOU AUSENTE, E ISSO NÃO É LEGAL.

NASCEU A CLARA, LINDA E SAUDAVEL, LÁ NA iTALIA.

VOU CONTAR MAIS AMANHÃ.NESSE MOMENTO ESTOU EM CARAGUÁ, NUMA LAN HOUSE.

ATÉ AMANHÃ ,CERTO? BEIJOS A TODAS E TODOS.



Escrito por Walkiria às 17h00
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Beijo é bom e eu gosto !

Não sou contra beijos entre quem quer que seja .
Abomino qualquer tipo de violência e penso que, nada justifica atitudes violentas.
 
Leiam, por favor,  a matéria e depois me digam:
Estavam eles se acariciando de forma excessiva ou não ?
O que é " de forma excessiva" ?
Em outros bailes os agredidos dizem ter visto casais homoafetivos se beijando e nenhuma atitude repressiva aconteceu.
Porque, desta feita, os alunos de veterinária foram tão agressivos?
O gesto deles , fosse em um casal heterosexual, seria tolerado?
 
 
USP terá "beijaço" após casal gay ser expulso de festa
Rapazes dizem que foram retirados com "empurrões e pontapés" de festa após se beijarem

"Atitude não foi contra o beijo gay e sim contra os excessos", dizem alunos da veterinária", organizadora da festa, em nota oficial

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DA REPORTAGEM LOCAL

Um beijo gay numa festa universitária, seguido de agressões e xingamentos, virou caso de polícia nesta semana e é motivo para uma manifestação com beijo coletivo entre pessoas do mesmo sexo e performance dos atores do Espaço dos Satyros amanhã, no curso de veterinária do campus da USP.
Estudantes de letras, Jarbas Rezende Lima, 25, e José Eduardo Góes,18, que afirmam ser apenas amigos, contam ter sido expulsos por "empurrões e pontapés" depois de um beijo no palco de um baile funk promovido por alunos de veterinária na sexta-feira.
Segundo a versão deles, entre demais beijos de casais mistos, o DJ da festa interrompeu a música, acendeu as luzes e apontou para Lima e Góes. Mesmo constrangidos, os dois continuaram a se beijar até que foram empurrados para o chão por outro aluno. Na troca de insultos, os dois foram expulsos. Em dois tempos, a festa acabou.
"Toda a exposição já foi uma agressão. Fomos expulsos a empurrões e pontapés. A USP sempre foi um espaço aberto. Pessoas contrárias existem em qualquer lugar. O susto foi exatamente por isso. Nos agrediram sem perguntar absolutamente nada", diz Lima.
O casal registrou queixa por constrangimento ilegal e lesão corporal na Decradi, a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância. Um inquérito foi aberto e, segundo a Secretaria da Segurança Pública, o caso será investigado.
O episódio causou consternação entre os demais alunos da USP, que planejam fazer um "beijaço" justamente na sede do centro acadêmico Moacyr Rossi Nilsson, do curso de veterinária, organizador da festa.

Excessos
A reitoria da USP não quis comentar o caso. Procurados pela reportagem, os alunos do centro acadêmico não responderam aos pedidos de entrevista. Em nota, negam a agressão e afirmam que há gays entre os membros da gestão.
"Os estudantes Jarbas e Eduardo não estavam apenas se beijando. Era uma troca de carícias muito mais explícita, o que acabou provocando certo desconforto em alguns dos poucos presentes, não por conta de ser um casal homossexual, mas sim porque a demonstração exacerbada estava ocorrendo no local mais visível do evento", diz a nota do centro acadêmico de veterinária.
O protesto com beijo gay coletivo está programado para amanhã à noite, justamente em mais uma das festas dos alunos de veterinária.
"Queremos fazer uma intervenção e colocar todo mundo se beijando. É um absurdo o que aconteceu. A USP está virando a universidade dos aiatolás. Alguns atores vão lá e vamos ver se o pessoal perde essa atitude histérica", afirma Rodolfo García Vázquez, diretor do Espaço dos Satyros.
Segundo Lima, ele e Góes freqüentam há um bom tempo as festas dos colegas de veterinária, realizadas às sextas-feiras, e já viram outros casais gays se beijando. "Mas naquele dia só tínhamos nós dois de gays e havia menos gente, a maioria alunos da veterinária." Num certo momento, diz, empolgados pelo funk, decidiram se beijar como "uma curtição do momento, nada para provocar".
Em nota, os alunos de veterinária dizem ainda que "freqüentemente há casais gays por lá, inclusive beijando-se na pista de dança, e nunca foram reprimidos". "A atitude não foi contra o "beijo" gay e sim contra os excessos", dizem.
"É lamentável que tenha ocorrido numa instituição como a USP. A universidade está aí para instruir e para formar opinião. É preciso uma política para acabar com a intolerância", diz Gustavo Menezes, da Associação da Parada GLBT. A Secretaria de Justiça diz que o centro pode ser multada.(colaboração de Marcelo de Troi)
 
 
A Thais costumava ir na minha casa, em Campinas, com a namorada. Um vez,depois do almoço, deitaram  na sala para assistir um filme ou algum programa de televisão.
Minha filha, sempre muito atrevida ,colocou a mão por dentro da roupa da outra.(Diz ela que não estava fazendo nada).
 _ Porque vcs não vão descansar lá no quarto ? Ou voces querem mesmo assistir televisão? Falei, na boa.
 
Assim como eu não me sentiria confortalvel vendo a Tati acariciando a genitália do Dani , ou a Thalita fazendo o mesmo com o marido, coloquei um limite para a situação.
 
" A intolerância e a violência são execráveis , mas é preciso ver quais são os limites que usamos como referência para nossos atos " (w.r)
 
Mudando de asunto, VOU SER VOVÓ EM DEZEMBRO DE UMA MENINA, LINDA E SAUDÁVEL,  SERÁ CHAMADA DE CLARA, vem fazer companhia para a irmãzinha BEATRIZ. Não fosse o inverno italiano tão rigoroso estaria eu lá, para ver a carinha da Clara , logo que viesse a esse mundo.Vou me contentar com as fotos, que certamente virão, e guardo todos meus beijos e abraços para abril de dois mil e nove.
Feliz semana que se inicia , produtiva, cheia de acertos e resultados positivos.
Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima.
Beijos  a todas e todos

 


Escrito por Walkiria às 14h43
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As vezes dá uma insegurança..Uma vontade de intrometer- se ...

 

Feliz semana para todos nós!

Quem me enviou esse texto foi meu irmão Toninho , vem de encontro ao que penso.

Quando NÃO dou meu piteco fica a sensação de que sou omissa, quando dou, parece que sou invasiva...

Faço o possível para colocar em  prática mas  é dificil ... Muito dificil!

"A Boa Mãe é Aquela Que Vai se Tornando Desnecessária"


 
"A BOA MÃE É AQUELA QUE VAI SE TORNANDO DESNECESSÁRIA COM O PASSAR DO TEMPO."
VARIAS VEZES OUVI DE UM AMIGO PSICANALISTA ESSA FRASE E ELA SEMPRE ME SOOU ESTRANHA. ATÉ AGORA. AGORA QUE MINHA FILHA ADOLESCENTE, AOS QUASE 18 ANOS, COMEÇA A DAR VÔOS-SOLO. CHEGOU A HORA DE REPRIMIR DE VEZ O IMPULSO NATURAL MATERNO DE QUERER COLOCAR A CRIA DEBAIXO DA ASA, PROTEGIDA DE TODOS OS ERROS, TRISTEZAS E PERIGOS. UMA BATALHA INTERNA HERCÚLEA, CONFESSO. QUANDO COMEÇO A ESMORECER NA LUTA PRA CONTROLAR A SUPER-MÃE QUE TODAS TEMOS DENTRO DE NÓS, LEMBRO LOGO DA FRASE, HOJE ABSOLUTAMENTE CLARA. SE EU FIZ O TRABALHO DIREITO, TENHO QUE ME TORNAR DESNECESSÁRIA.
ANTES QUE ALGUMA MÃE APRESSADA VENHA ME ACUSAR DE DESAMOR, PRECISO EXPLICAR O QUE SIGNIFICA ISSO. SER "DESNECESSÁRIA" É NÃO DEIXAR QUE O AMOR INCONDICIONAL DE MÃE, QUE SEMPRE EXISTIRÁ, PROVOQUE VÍCIO E DEPENDÊNCIA NOS FILHOS, COMO UMA DROGA, A PONTO DE ELES NÃO CONSEGUIREM SER AUTÔNOMOS, CONFIANTES E INDEPENDENTES.  
PRONTOS PARA TRAÇAR SEU RUMO, FAZER SUAS ESCOLHAS, SUPERAR SUAS FRUSTRAÇÕES E COMETER OS PRÓPRIOS ERROS TAMBÉM.
A CADA FASE DA VIDA, VAMOS CORTANDO E REFAZENDO O CORDÃO UMBILICAL...
A CADA NOVA FASE, UMA NOVA PERDA E UM NOVO GANHO, PARA OS DOIS LADOS, MÃE E FILHO.
PORQUE O AMOR É UM PROCESSO DE LIBERTAÇÃO PERMANENTE E ESSE VÍNCULO NÃO PARA DE SE TRANSFORMAR AO LONGO DA VIDA.
ATÉ O DIA EM QUE OS FILHOS SE TORNAM ADULTOS, CONSTITUEM A PRÓPRIA FAMÍLIA E RECOMEÇA O CICLO. O QUE ELES PRECISAM É TER CERTEZA DE QUE ESTAMOS LÁ, FIRMES, NA CONCORDÂNCIA OU NA DIVERGÊNCIA, NO SUCESSO OU NO FRACASSO, COM O PEITO ABERTO PARA O ACONCHEGO, O ABRAÇO APERTADO, O CONFORTO NAS HORAS DIFÍCEIS.
ESSE É O MAIOR DESAFIO E A PRINCIPAL MISSÃO. AO APRENDERMOS A SER "DESNECESSÁRIOS", NOS TRANSFORMAMOS EM PORTO SEGURO PARA QUANDO ELES DECIDIREM ATRACAR."

 
MARCIA NEDER BACHA
 

Autora de :    Psicanálise e Educação - Laços Refeitos   

A Arte de Formar - O Feminino , o Infantil e o epistemológico)

 



Escrito por Walkiria às 12h30
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