Sargento gay deixa a prisão após oito dias.

Sargento gay deixa a prisão após oito dias.

21/06/2008 - 19h06

Sargento gay deixa a prisão após oito dias.

da Folha de S.Paulo, em Brasília
da Folha Online

O sargento Fernando Alcântara foi solto neste sábado após oito dias de prisão.

Ele é companheiro do também sargento Laci de Araújo, preso desde o último

dia 4, após dar uma entrevista à TV.

Após sair da prisão, Alcântara disse que foi preso por "retaliação" do Exército,

citando que, das cinco punições disciplinares previstas, sofreu a mais grave –

-poderia ter recebido uma advertência verbal, por exemplo.

"Sofri uma prisão disciplinar extremamente grave. E o que eu fiz foi dizer que

 sou gay e que vivo em situação conjugal com um companheiro de farda."

 

Acima, parte da reportagem da Folha Online na pagina do UOL.

Parabéns aos sargentos Alcântara e Araujo pela coragem de cutucarem as

estruturas monolíticas das Forças Armadas Brasileira !

Com certeza as inumeras manifestações de solidariedade foram decisivas e

depois como explicar tanta discriminação num país onde o presidente (Sr.Luis

Inácio Lula da Silva) coloca um boné com o Arco Iris , financia e promove a

I Conferencia Nacional contra a Homofobia e pelos Direitos dos Homossexuais? 

No minimo soa como um contrasenso...

Êta cabra corajoso esse militar!

Minhas queridas e queridos, que bom que

existe a internet e podemos ficar sabendo

o que se passa ai mesmo estando...aqui.

Cheguei dia 25 de maio a Lazatte  (MI),Itália e volto dia 28 de

junho para Salvador.

Tenho acessado pouco a internet  mas  acredito

que o caso dos dois militares merece ser discutido

e acompanhado.

Sabemos como é importante a pressão exercida pela

população, e com certeza os grupos existentes  nesse Brasil

imenso deverão se manifestar com veemência.Tem que ter muita ousadia para vir a  publico e se declarar homossexual pertencendo  a uma instituição das Forças Armadas.Sejam

quais forem os motivos que impulsionaram essa atitude com efeito causaram uma revolução.

Bem vamos agora a noticia:

13/06/2008 - 16h31

 

Companheiro de sargento gay é preso

em Brasília

 

Carolina Freitas

Em São Paulo

 

O sargento Fernando de Alcântara de Figueiredo,  primeiro militar a assumir publicamente sua homossexualidade, foi preso hoje em Brasília.

Alcântara ficará oito dias detido no Batalhão de Guarda Presidencial (BGP). O companheiro dele, o sargento Laci Marinho de Araújo, está preso desde o dia 4 sob acusação de deserção. De acordo com uma amiga de Alcântara, ele recebeu no início

da semana uma notificação do Exército que lhe atribuiu a prática de três infrações: apresentar-se com uniforme alterado em fotos publicadas em uma revista; ocultar informações sobre o destino de seu companheiro, sabendo que ele era procurado

por deserção; e ausentar-se do serviço sem autorização.

Alcântara teve três dias para apresentar uma justificativa às acusações.  As respostas foram entregues hoje de manhã ao Exército, mas mesmo assim o sargento recebeu uma punição,

a detenção. Em documento entregue ao órgão, ele diz que a camiseta camuflada que usou nas fotos não fazia parte do uniforme. "Era apenas uma camiseta semelhante a do Exército, vendida em qualquer estabelecimento a qualquer cidadão", escreveu em sua justificativa. O sargento respondeu ainda que, por viver em união estável com De Araújo, tinha o direito previsto em lei de proteger seu companheiro. Ele esclareceu que, no dia em que se ausentou do serviço em Brasília, estava acompanhando De Araújo, que tinha sido preso em São Paulo. Alcântara argumentou que sua permanência no Hospital Geral do Exército na capital paulista fora autorizada, mas pode não ter sido comunicada oficialmente aos militares de Brasília.

 

Exército

O Exército não retornou às ligações e e-mails da reportagem pedindo esclarecimentos sobre o caso. Em nota divulgada na terça-feira, o Centro de Comunicação Social do Exército havia anunciado a intenção de interpelar Alcântara. A nota informava que o militar deveria "responder administrativamente pela sua ausência recente" e por "outras transgressões, plenamente do conhecimento dos militares em questão".

 

E aqui esse texto publicado na pagina Uol  noticias :

 

Bárbara Gancia

Tiro pela culatra

Não é por conta de atitudes como a do sargento que a presença de homossexuais é malvista nas Forças Armadas?

ISRAEL, REINO UNIDO, Canadá, Suíça e Austrália são alguns dos países em que a questão dos homossexuais nas Forças Armadas já foi amplamente debatida, digerida e resolvida. Nesses lugares, gays e lésbicas estão livres para servir e, ao mesmo tempo, têm seus direitos preservados por lei.
Nos países árabes, o assunto nem sequer é colocado em discussão e, em locais como Rússia, Turquia, Coréia do Sul e Líbia, os gays não podem, por lei, seguir carreira militar.
Nos EUA, a questão continua em aberto. Até 1993, a lei dizia o seguinte: "O homossexualismo é incompatível com o serviço militar. A presença em ambiente militar de pessoas que praticam conduta homossexual ou que, por meio de suas afirmações, demonstram propensão para a prática de conduta homossexual, compromete seriamente o cumprimento da missão militar".
Bill Clinton redirecionou a controvérsia ao introduzir o ato que ficou conhecido como "don't ask, don't tell" (não pergunte, não diga), que admite homossexuais, mas os proíbe de revelar sua preferência, e o comando militar de investigar a sexualidade dos seus comandados. Atualmente, o Congresso norte-americano estuda um novo ato, que admite, sem restrições, os homossexuais e ainda promete garantir plenamente os seus direitos. Já aqui na terrinha, como era de se esperar, a questão virou galhofa. A história da prisão por suposta deserção do sargento Laci Marinho de Araújo, gay assumido, enquanto gravava o programa "Superpop", fez mais gente rir do que se aprofundar na questão de se homossexuais devem ou não ter os mesmos direitos do restante da população.
Mas, vem cá: dava para ser diferente? Como é que a gente vai se compadecer com o sargento, que se diz perseguido por comandantes preconceituosos, quando o próprio, num arroubo de candura, afirma que "as Forças Armadas são um paraíso", pois não há, segundo ele, "coisa melhor para um homossexual do que tomar banho com um monte de homem pelado e sarado"?
Ora, não é justamente por conta desse tipo de pensamento que a presença dos homossexuais é malvista nas Forças Armadas?
Confesso que, ao tomar conhecimento da declaração do sargento Laci, a primeira coisa que me veio em mente foi a imagem do referido militar passeando pela caserna de pênis ereto. E olha que eu não sou nenhuma carola, não tenho nada contra o Village People, adoro a Cher e a Liza Minnelli, os musicais da Broadway e já aplaudi de pé muito número de transformista imitando a Bethânia.
O que eu quero dizer é que, em vez de elevar a discussão ao degrau que ela mereceria, a história do sargento Laci só serve como exemplo para aprofundar o preconceito e mostrar aos contribuintes, cujos impostos sustentam as Forças Armadas, que os homossexuais não têm temperamento adequado para servir.
Um pouco como a Parada Gay de São Paulo que, para muitos, virou sinônimo de dia em que o sexo está liberado para ser praticado no meio da rua (há inúmeros relatos de gente que vive no entorno das avenidas Paulista e Rebouças atestando que, neste ano, a farra passou dos limites), o drama do sargento Laci mais prejudica do que ajuda a causa pelos direitos dos homossexuais.

 

 

Eu não estive na Parada de São Paulo esse ano de 2008, mas quem foi o que tem para acrescentar a essas informações?

Porque temos que nos "compadecer " do sargento ?

Não assisti a tal entrevista mas sei que nenhum homoafetivo, seja gay lésbica , transexual pede compaixão.

Que absurdo!

O que é passar dos limites ?

Quem é que determina esses limites?

Nas paradas que participei , em várias cidades do Brasil  sempre o que vi foi muita gozação,  farra , paquera e provocação.

Alegria e Prazer!

Sabiam que tem  gente que se incomoda com isso?

Quando os homoafetivos puderem se beijar, se abraçar e gozarem dos mesmos direitos que qualquer outro cidadão desse pais, talvez os senhores e senhoras do "entorno" da Av.Paulista  ( o metro quadrado dos mais caros do Brasil)  se choquem menos .

Sim porque quando a senhora Barbara se refere aos que moram no "entorno da Paulista e Rebouças "certamente não se refere a moradores de rua, que esses com certeza se divertem sim e muito.

Aliás , se eram tão medonho assim porque ficaram olhando?

Como sabem que tanta gente "passou dos limites" ?

Porque não fecharam suas janelas e continuaram fazendo de conta que em suas familias não tem homoafetivos?

Desculpem , mas paro por aqui . Já passa da uma da manhã ( estamos cinco horas a mais ) vou fazer um chá de camomila ( que me alterei um pouco) e dormir.

Baci a tutti.

 

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